Bósnia e Herzegovina

País resultante da dissolução da Jugoslávia, a Bósnia e Herzegovina (1992) tenta reparar as feridas deixadas pela guerra que assolou os Balcãs entre 1989 e 1990. A guerra civil que se sucedeu mais devastação causou e ainda hoje se encontram marcas profundas no território e na população. 
A UNESCO classificou como Património Mundial dois locais que tiveram que ser reconstruídos depois do conflito. Uma é a Ponte Mehmed Pa?a Sokolovi?, em Visegrado, que cruza o Rio Drina e é uma obra tipicamente otomana. De grande elegância, a ponte sofreu muitos danos durante a guerra, tendo sido inclusivamente cenário de uma grande matança em 1992. Outra é a Ponte Velha do Centro Histórico de Mostar, que passa por cima do rio Neretva, de um verde-esmeralda cativante, para onde saltam muitos jovens, embora as correntes sejam perigosas. As marcas da guerra em Mostar são ainda patentes nas mesquitas, muitas destruídas ou danificadas nos últimos anos do século XX.
No caminho de Mostar até Sarajevo, o cenário é de uma beleza natural incrível, com um rio esmeralda, rodeado de montanhas escarpadas com picos nevados. Chegados a Sarajevo, a capital do país, são vários os locais com interesse. Com 73 mesquitas, vários museus, famosos bazares turcos, a cidade tenta esquecer as marcas da guerra. As Twin Towers ou os mercados e shoppings são marcas da evolução da cidade, que mantém monumentos religiosos de diferentes credos: a antiga capela jesuíta, a sinagoga, a Igreja de São José ou a Torre do Relógio.
Com grande mistura religiosa, que se tenta mergulhar de novo na tolerância, a Bósnia tem ainda um local de grande interesse, onde se consta que aparece a Virgem Maria. Trata-se de Medugorje, uma vila onde acorrem vários turistas, que caminham até à ?colina das aparições? (Podbro). Estes fenómenos têm sido alvo de análise por parte do Vaticano nos últimos anos.
Mais dois locais em destaque no país são Jajce, uma cidade medieval com ruas empedradas e velhas casas, situada na estrada que une Sarajevo a Zagreb, e Banja Luka, com testemunhos da guerra incríveis, nomeadamente as mesquitas destruídas. Além destas marcas, destaque para as fontes de água termais e para as muitas árvores que povoam esta ?cidade verde?.
Visoko é mais um local imperdível por ter as famosas ?pirâmides ocultas?, escondidas dentro das montanhas. Quatro têm já nomes: Sol, Lua, Dragão e Amor. Com apenas 20 kms de litoral, a Bósnia e Herzegovina tem apenas uma cidade portuária, Neum, com saída para o Adriático. Esta cidade tem atraído turistas nos últimos anos, tal como outras belezas naturais do país, nomeadamente os trilhos de montanha de Rakitnica, de onde se pode chegar à zona mais isolada do país, Lukomir, as Cascatas de Kravika, que desaguam numa bela lagoa, ou as montanhas de Cvrsnica, com um ecossistema muito rico, tendo o pico mais alto mais de 2 mil metros de altitude.
Compreendendo a Bósnia (na zona setentrional) e a Herzegovina (na parte meridional), o país engloba ainda a República Sérvia (que não se deve confundir com o país de nome Sérvia). Ainda com marcas profundas deixadas pelos conflitos armados, este país dos Balcãs tenta erguer-se de novo e chamar até si turistas que queiram conhecer o património que o seu território preserva, apesar do passado destruidor.

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Área: 51.197 km²

População: 3.935.000

Capital: Sarajevo (304.065)

Per capita (US$): 9.168

Língua: Bósnio, Croata e Sérvio

Religião: Islamismo e Cristianismo