Bielorrússia

Independente desde 1991, a Bielorrússia é um dos países que resultou do desmembramento da União Soviética. Com 40% do território coberto por florestas, o país tem como trunfo principal uma mistura interessante entre Ocidente e Oriente, que deslumbra os visitantes. Monumentos com diferentes estilos arquitetónicos estão espalhados pelo território, com múltiplos tesouros por descobrir.
São 6 as províncias que constituem o país: Vitsyebsk, Minsk (em que se insere o distrito capital), Mahilou e Homiel, a Leste, e Hrodna e Brest, a Oeste. Por toda a Bielorrússia dominam as áreas pantanosas, os riachos e os lagos, que são mais de 11 mil, sendo o Narach um dos mais conhecidos. Os parques naturais também abundam, sendo o mais conhecido aquele que a Bielorrússia partilha com a Polónia, o Belovezhskaya Pushcha, que integra bosques antigos e aloja uma enorme variedade de plantas e animais, sobretudo mamíferos. Este local é Património da Humanidade.
A província de Minsk é o coração do país e nela se situa a capital homónima. Teatros, museus e igrejas dos mais diversos estilos arquitetónicos povoam esta capital do Leste Europeu, que tem na Praça de Vitória o principal centro. A Catedral de Santa Maria, o Museu de Stalin, a Ilha das Lágrimas, o edifício da Ópera, a Catedral do Espírito Santo, a Igreja Vermelha ou a de Santa Sofia são alguns dos mais convidativos monumentos da cidade. A oeste da cidade, destaque para quatro castelos de relevo: Lubcha, Lida, Ruzhany e Mir, este último Património Mundial. Já na província de Hrodna, o Complexo de Mir é um exemplo de um belo edifício gótico, mas que foi sendo alterado, com elementos renascentistas e barrocos. Trata-se de um testemunho vivo dos problemas que o país sofreu e que foram destruindo parte do castelo e do jardim, obrigando a obras constantes.
Voltando à província de Minsk, mais um local classificado pela UNESCO: o Complexo Residencial, Arquitetónico e Cultural da família Radziwill. Construído no século XVI, o local integra o palácio, a Igreja do Corpo de Cristo e o Mausoléu da família. Os seus traços acabaram por influenciar a arquitetura europeia e soviética. A acrescentar à lista da UNESCO, temos a passar na Bielorrússia o Arco Geodésico de Struve, um conjunto de triangulações geodésicas, que passa por 10 países, e revela a cooperação científica entre todos para estudar o meridiano e o tamanho do planeta.
Voltando a Hrodna, destacamos o rio Neman, que corta a cidade capital da província a meio, o porto fluvial, o único zoológico do país, a Praça Stefan Batory, a Catedral, o Monumento à Segunda Grande Guerra, as 14 bibliotecas, os vários museus e o Mosteiro Bridgettine. A Sul, a província de Brest também tem múltiplas atrações, entre as quais se destacam o Museu Arqueológico, a Catedral Ortodoxa, o Forte de Brest, a Igreja de São Simão ou a Igreja da Irmandade.
No Nordeste do país temos a região dos lagos glaciares e, aqui, destaca-se a cidade de Vitebsk, centro cultural e comercial do país. Cidade berço do pintor surrealista Chagall, a cidade conta com bairros em que estão expostas algumas obras do artista. A Rua Lenin, a Igreja da Anunciação, o Obelisco da cidade, bem como o enorme conjunto de museus e igrejas fazem desta cidade um ponto de paragem obrigatório.
Em Mahilou, mais um conjunto de monumentos que documentam a História antiga e mais recente do país, e que inclui a Câmara, os Teatros construídos em diferentes estilos arquitetónicos, o Convento de São Nicolau, a Igreja Ortodoxa Russa e a Catedral de Saint Stanislaw?s. Na província mais a Sudeste, Homiel, destacamos a cidade de Gomel, com vários pontos de interesse, com destaque para o Palácio de Gomel, um grande número de teatros, galerias de arte e a Estátua de Andrei Gromyko. Realce-se que Gomel fica já próxima da fronteira com a Ucrânia e não muito longe de Chernobyl. Apesar de ter sofrido com o desastre nuclear, os habitantes da província não foram sujeitos à evacuação.
Apesar do passado conturbado, das dificuldades do presente e das incertezas do futuro, a Bielorrússia é um bom país para quem quer conhecer o que ficou da União Soviética e as mudanças que os territórios e as gentes que a integravam tiverem que sofrer.

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Área: 207.600 km²

População: 9.648.533

Capital: Minsk (1.830.700)

Per capita (US$): 12.291

Língua: Russo e Bielorusso

Religião: Cristianismo