Haiti

Ainda a tentar erguer-se de uma das maiores catástrofes de sempre, o sismo de 12 de Janeiro de 2010, o Haiti é um país com sérias dificuldades, neste momento, a nível económico, educacional e até de saúde pública. Ocupando a faixa ocidental da Ilha de São Domingos, o país faz fronteira com a República Dominicana, estando, contudo, muito aquém do país vizinho, em termos de desenvolvimento. Com uma taxa de analfabetismo que chega perto dos 50%, o país vê-se com dificuldades redobradas, apesar da ajuda internacional.
Apesar do passado recente fatalista, o Haiti é um país com uma Histórica rica, não fosse este o primeiro país das Américas a conseguir a independência. O único local classificado como Património Mundial da Humanidade mostra isso mesmo, a emancipação dos escravos negros. Trata-se do complexo histórico que engloba três monumentos construídos no século XIX, a Cidadela, um forte que é um dos monumentos mais visitados pelos turistas, o Palácio de Sans Souci e os edifícios de Ramiers. São três símbolos da liberdade que este país mostra com orgulho a quem visita o país, por terem sido erguidos pelos escravos aquando da proclamação da independência.
Sempre de sorriso na cara, o povo haitiano é afável, apesar de fatalista, sentimento que despoletou sobretudo após o sismo, que ceifou mais de 200 mil vidas. A maior parte da população tenta reconstruir o presente e está localizada sobretudo na faixa costeira, onde se encontra uma das grandes maravilhas do país, as praias, rodeadas de uma vegetação exuberante. Os corais da Praia de Labadee, Kyona Beach, Ca-Ira Beach e La Tortue Beach são as mais conhecidas e onde atracam navios de luxo, que têm neste país um ponto de paragem obrigatório na passagem pelas Caraíbas.
Porto Príncipe é a capital e é banhada por uma fantástica baía. Com gente animada nas ruas e com os famosos tap-taps, a cidade tem como atrativos o Mercado do Ferro, o Palácio Nacional, as famosas destilarias de rum, as velhas mas mágicas casas Gingerbread, a Catedral da Santa Trindade ou as estátuas da Esplanada dos Heróis da Independência. Alguns destes monumentos e edifícios sofreram graves danos com o terramoto e estão agora a ser reconstruídos. Nos arredores da capital, a não perder Kenscoff, com as ruínas de dois fortes, a Montanha de Boitilliers, de onde se pode contemplar a baía, ou Ville Bonheur, um local de peregrinação, onde se diz que apareceu a Virgem Maria.
Na faixa Sul do país, destacamos a cidade de Jacmel, rodeada de colinas e também com uma baía fantástica. A cidade é uma das mais peculiares no que toca à cultura do país, em que a música (com influências africanas) e a pintura (uma arte em destaque no Haiti, que reúne diversos artistas internacionais) são as artes prediletas. Aqui podemos encontrar várias casas de ferro forjado, onde estão expostas pinturas de diversos artistas. Não muito longe, um tesouro natural, as cataratas de Bassin Bleu.
No topo Norte do país, mais uma cidade imperdível, Cap Haitien, caraterizada por uma beleza enorme. Além do local Património Mundial, a cidade apresenta vários edifícios e ruas com caraterísticas coloniais, a Sé com uma enorme cúpula prateada, vários mercados e lojas onde se podem ver os artistas naif a trabalhar e, não muito afastada, a baía onde atracou Cristóvão Colombo e o local onde naufragou o Santa Maria.
Embora pobre, o país era, até 2010, cenário de praias paradisíacas, porto de paragem de cruzeiros de luxo e palco de hotéis fantásticos. Depois do fatídico sismo, o país tenta sobretudo erguer-se, equilibrar a economia e curar as feridas, de modo a devolver o sorriso aos habitantes e a atrair de novo os turistas de todo o mundo, que agora têm optado sempre pelo país vizinho.

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Área: 27.750 km²

População: 8.121.622

Capital: Porto Príncipe (1.234.742)

Per capita (US$): 1.291

Língua: Francês e Crioulo

Religião: Cristianismo