Sudão

É o terceiro maior país de África e encontra-se dividido em duas partes pelo Rio Nilo. O Sudão (1956), embora tenha um solo muito rico (com petróleo, ouro, prata, zinco e ferro), é um território marcado pela guerra e pela pobreza. Cerca de um quinto da população vive abaixo do limiar internacional da pobreza e, já depois da separação do Sudão do Sul, em 2011, mantém dois conflitos ativos: um na região norte e outro no Darfur. Estima-se que neste último, considerado por uns um genocídio e por outros uma ?limpeza étnica?, já mais de 400 mil pessoas tenham perdido a vida, além dos milhares de refugiados.
Esta conjuntura em nada abona a atividade turística, ainda que o país seja rico em pontos de visita de grande importância histórica. Prova disso são dois locais considerados Património Mundial: o Sítio Arqueológico da ilha de Meroe, uma paisagem deserta entre os rios Nilo e Atbara, com vestígios da cidade real dos reis kushitas, e Gebal Barkal e os Sítios da Região Napatea, cinco áreas arqueológicas numa extensão de 60 kms no vale do Nilo. Enormes pirâmides funerárias marcam este local, onde se encontram ainda vários templos, vivendas e palácios. O caráter sagrado da região mantém-se até hoje.
Na lista da UNESCO consta ainda o Parque Nacional Marinho de Sanganeb (com uma grande estrutura de coral no Mar Vermelho), a Baía Dungonab (localizada no litoral de Porto Sudão) e o Parque Nacional Marinho da Ilha Mukkawar, mais um local com uma barreira de coral notável, onde abundam várias espécies endémicas. O conjunto é relevante pela riqueza dos ecossistemas que integra.
A capital do Sudão é Cartum, um importante porto fluvial entre o Nilo Azul e o Nilo Branco. A cidade encontra-se dividida em três partes: Cartum, Cartum do Norte e Omdurman. As três estão ligadas por várias pontes, sendo a Nimir Mac, a Koba, a Nilo Branco, a Fitayhab e a Shambat algumas das mais conhecidas. O Museu Nacional (que integra dois templos egípcios), o Museu do Palácio, a Casa do Califa e as inúmeras mesquitas são pontos de visita obrigatórios na capital do país.
Em território sudanês, vale ainda a pena visitar Dongola e as suas plantações de palmeiras, El-Obeid, com uma enorme catedral no meio do deserto, e Porto Sudão, na costa do Mar Vermelho. Se o tempo permitir, o oásis Al Fasher, onde se pode chegar numa caravana pelo deserto, também vale uma paragem, assim como Juba, Malakal ou Wadi Halfa. Ao longo do Nilo, até ao Egito, é possível apreciar a imponência de vários templos, nomeadamente o Templo de Sobel e o Templo de Amara.
País conturbado e noticiado sempre pelas piores razões, o Sudão debate-se, há décadas, com mortíferos conflitos. Manter preservado o património histórico e natural do país não tem sido fácil e muitos duvidam que seja possível. O país é, de há uns anos para cá, alvo de várias ações internacionais que procuram contribuir para a paz e estabilidade do território sudanês.

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Área: 1.886.068 km²

População: 44.632.406

Capital: Cartum (1.974.647)

Per capita (US$): 2.522

Língua: Árabe e Inglês

Religião: Islamismo