Somália

Considerado por muitos como um dos mais perigosos países do mundo, a Somália (1960) não estará certamente nos planos de viagem de muitos turistas, em consequência dos constantes conflitos armados de que é palco e também da pirataria, que tem sido notícia nos últimos tempos, e feito várias mortes. Ainda que tendo o mais extenso litoral de África, as muitas praias não são usadas para fins turísticos, mas antes como ponto de partida para grupos fortemente armados que, em alto mar, roubam navios e petroleiros.
Situada no chamado ?Corno de África?, a Somália é ainda dominada pelos senhores da guerra e vive momentos de grande instabilidade, que a colocam entre os países mais pobres do mundo, os mais corruptos e aquele que apresenta maiores taxas de mortalidade e morbilidade infantis. Esta conjugação tem sido alvo da preocupação internacional que, apesar de já ter levado a cabo inúmeras ações, ainda não conseguiu tornar este país um local minimamente seguro. A insegurança e os conflitos nas ruas são sobretudo notados nas regiões que buscam a independência: a Puntlândia, no nordeste, Maakhir, no norte, Galmudug, no centro do país, e Somalilândia, no noroeste, a única que se auto proclama independente, desde 1991.
Mogadíscio, na costa do Índico, é a capital do país e a cidade com maior número de habitantes. Centro comercial e financeiro, a cidade é ainda povoada por várias milícias armadas. Integra um dos principais portos do continente africano e a partir dela chega-se facilmente a um das muitas praias do país. Podendo visitar a cidade, são pontos a não perder a Mesquita Arba?a Rukun, a Mesquita da Solidariedade Islâmica, a Catedral de Mogad, o Palácio Presidencial, o Mercado do Gado ou o Mercado Bakaara. 
Seguindo em direção à Somalilândia, podem encontrar-se as cavernas de Laas Geel, dez grutas com pinturas rupestres, descobertas em 2002, em perfeito estado de conservação. Vistas como o ?tesouro da Somália?, estas estão apenas disponíveis a um número controlado de visitantes. Já em Hargueisa, (capital desta região), merecem destaque o Arco da Liberdade, o Memorial de Guerra, os edifícios com marcas da arquitetura colonial e um belo espaço natural, Naaser Hablood, duas montanhas gémeas que tornam a paisagem marcante.
Importante é também a cidade de Berbera, uma região portuária de relevo no país, com abertura marítima para o Golfo de Aden. Destaque ainda para Brava, uma antiga cidade árabe, para Merca, uma cidade também com traços árabes a 100 kms de Mogadíscio, a Praia de Sinbusi, com águas transparentes e um banco de areia que impede a aproximação de tubarões, e ainda o Parque Nacional de Kismayu, habitat de animais raros.
Apesar da vasta costa, das praias com águas transparentes, das paisagens desérticas e da riqueza arquitetónica, a Somália continua a não ser conhecida por aquilo que tem de melhor porque o que tem de pior consegue sobrepor-se. São as guerras constantes, a luta entre grupos étnicos diferentes, a presença dos piratas no mar e a luta incessante pela independência de algumas regiões que nos chegam, em primeiro lugar, quase diariamente, daí que uma visita ao país exija precauções redobradas.

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Área: 637.657 km²

População: 10.428.043

Capital: Mogadíscio (2.120.000)

Per capita (US$): 795

Língua: Árabe, Somali, Inglês, Italiano

Religião: Islamismo