Timor-Leste

Timor-Leste, oficialmente República Democrática de Timor-Leste, tem uma breve história como nação independente mas uma longa vida enquanto palco de conflitos armados. Consagrado como estado soberano apenas em 2002, Timor-Leste começou por ser uma colónia portuguesa, viu-se invadido pelo Japão, foi anexado à Indonésia, depois de uma sangrenta luta que matou mais de 100 mil pessoas e, ainda hoje, vive marcado por um passado conturbado, o que se reflete na pobreza e no elevado número de analfabetos.

Parte oriental da Ilha de Timor, o jovem país inclui o enclave de Oecusse, a Ilha de Ataúro e o Ilhéu de Jaco. Díli é a capital e também a mais populosa cidade. Com cerca de 250 mil habitantes, a capital timorense situa-se na costa Norte e tem como principais atrativos o Palácio Presidencial, o Palácio do Governo, o Palácio de Lahane, a Igreja da Imaculada Conceição, Catedral de Díli, os Monumentos às vítimas da ocupação japonesa ou a Estátua do Cristo-Rei. Imperdível pelo seu valor histórico, o Cemitério de Santa Cruz é mais um ponto de visita. Palco de um tiroteio a 12 de Novembro de 1991 (filmado pelo repórter Max Stahl), o cemitério acabou por se tornar num importante marco da ocupação indonésia e da luta dos timorenses pela independência. O Miradouro de Díli e o Memorial de Dare são outros locais imperdíveis neste país asiático, marcado agora pela calma, tranquilidade e simpatia das suas gentes.

As marcas da colonização portuguesa são muito variadas e vão desde a língua, à gastronomia, passando também pela arquitetura e até pelos mercados. Em Baucau, o antigo mercado português é, indubitavelmente, uma montra da marca deixada pelo povo lusitano no país. Ainda nesta zona do país, merecem visita as casas sagradas com a arquitetura tradicional da ilha. A par das cidades, também a Natureza merece um destaque para quem visita Timor-Leste. São muitas as belas praias, as planícies de plantações de café e as imponentes cascatas (nomeadamente a Queda de água designada por Mota Bandeira, em Atsabe).
A beleza natural é destaque ainda em Ataúro, separada de Díli pelo Estreito de Wetar. Propícia ao ecoturismo, a ilha é ideal para os amantes do mergulho, estando as águas que a envolvem repletas de corais. Belas praias podem ser encontradas também em Jaco, uma ilha inabitada e onde não é permitido pernoitar, pois é considerada sagrada pelos timorenses. Com várias espécies de aves, o ilhéu foi integrado no Parque Nacional Nino Konis Santana. Timor-Leste também é conhecido pela presença de crocodilos. Não é permitido matar estes animais (vistos como sagrados) e, como tal, mergulhar nas suas águas não é aconselhável, apesar da riqueza da fauna marinha. Com mais valor histórico que natural, encontramos o enclave de Oecusse, onde rapidamente se pode chegar numa lancha. Banhado pelo Mar de Savu, este território com mais de 58 mil habitantes, tem como atração principal o Forte de Santo António de Lifau. 

Tendo resultado ou não da transformação de um crocodilo em ilha (como reza a lenda dos povos indígenas), Timor-Leste (ou Lorosa'e, em língua tétum) não é escasso em motivos de interesse. A mistura de tradições, que junta as influências portuguesas, com marcas malaias e um sem número de costumes e superstições indígenas fazem deste jovem país não apenas um local de grande interesse histórico, mas também de grande relevo cultural. 

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Área: 15.007 km²

População: 1.172.390

Capital: Díli (193.563)

Per capita (US$): 3.663

Língua: Português e Tétum

Religião: Cristianismo