Coreia do Norte

Coreia do Norte (1948) - Localizada no Leste do continente asiático, a Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo e um dos últimos bastiões do Comunismo, a par de Cuba. Conservador, diferente e estranho são adjetivos que se poderiam aplicar a este país, onde o culto da nacionalidade e do líder são bandeiras nacionais. Em conflitos quase desde a declaração de independência, em 1945, a República Democrática Popular da Coreia continua a viver uma situação política, social e económica difícil e mantém relações complicadas com a vizinha Coreia do Sul, que emana valores totalmente diferentes.

Entre as duas Coreias podemos encontrar um dos locais mais visitados pelos turistas que acorrem ao país e que são, quase sempre, acompanhados por guias vigilantes. Trata-se da Zona Desmilitarizada da Coreia, que separa os territórios e os regimes. No meio desta região fica a localidade de Panmunjeon, onde se deu o armistício da Guerra da Coreia, em 1950. Apesar de ser um território de tréguas, conta-se que foram encontrados vários túneis que serviram para espiões do Norte irem buscar informações ao Sul. A espionagem tem ainda outro símbolo importante no país, o USS Pueblo, um navio espião norte-americano, que foi capturado pelas forças norte-coreanas. O navio é hoje uma atração turística e é símbolo do anti-americanismo que o regime procura incutir na população. 
Num país em que quase não se avistam carros nem lojas, são frequentes as fardas. As forças militares patrulham as ruas de todo o país e estão atentas a qualquer movimento suspeito. O líder do país, atualmente Kim Jong-un, não quer qualquer intromissão estrangeira no país. E é assim há anos. Em Nampho, por exemplo, a única cidade com um porto, a segurança foi reforçada porque houve sempre o medo que, por mar, chegassem ideologias opostas à defendida pela Grande Líder. O culto do chefe da Nação é, efetivamente uma das principais caraterísticas do país, transmitidas desde cedo às crianças e relembradas a toda a população com estátuas, bandeiras e paradas militares. Estas têm lugar quase sempre na capital do país, Pyongyang.
Com mais de 3 milhões de habitantes, a cidade tem como principais atrações os monumentos ligados precisamente ao regime totalitarista. A Torre Juche é a marca da ideologia do Grande Líder e um dos locais mais visitados. O Arco do Triunfo, o Arco da Reunificação, o Museu Militar, o Túmulo do Rei Dongmyeong ou o Mausoléu do Grande Líder são pontos de paragem obrigatórios para se conhecer a capital norte-coreana. As estatuetas douradas, a Estátuta Choollima, na colina Mansu, a Exposição da Amizade (onde se mostram os presentes oferecidos aos líderes do país), ou o Centro de Exposições Florais Kimilsungia Kimjungila são outros pontos de interesse neste peculiar país.
Outro orgulho do regime comunista é a Escola de Mangyongdae, onde milhares de crianças aprendem artes diferentes. Música, dança, pintura são algumas das atividades praticadas nesta escola, onde, como em todas as outras, se transmitem os ideais do rigoroso regime de Pyongyang. As artes, contudo, podem ser apreciadas nas ruas onde, quase de improviso, grupos de pessoas se unem para cantar ou dançar. Um espetáculo famoso no país é o que acontece no maior estádio do mundo, o Rungrado May Day, onde tem lugar o Festival Arirang, conhecido por Jogos de Massa. O evento consiste em belas coreografias, levadas a cabo por mais de 30 mil pessoas, em honra do Grande Líder.

Para terminar, não se pode sair do país sem conhecer os 30 túmulos em pedra de um antigo reino coreano, o Koguryo. Com murais deslumbrantes, estes são os únicos vestígios desta civilização e, por isso, são Património Mundial da Humanidade desde 2004. Não é mentira que grande parte da Humanidade teme o regime que domina a Coreia do Norte. Não menos verdade é que vale a pena conhecer um país tão diferente e onde se nota claramente a influência política em tudo: na arte, na religião e sobretudo no quotidiano das pessoas.

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Área: 120.540 km²

População: 23.906.000

Capital: Pyongyang (3.255.288)

Per capita (US$): 1.800

Língua: Coreano

Religião: Irreligião, Xamanismo e Chondoísmo