Myanmar

A República da União de Myanmar (1948), antes conhecida por Birmânia, é o maior país do Sudeste Asiático e o 39º maior do mundo. Com uma riqueza de recursos incalculável, a verdade é que o país mantém níveis de pobreza muito elevados. Apesar da população, afável e hospitaleira, Myanmar ainda não tem as condições ideais para o turista, ainda que possua inúmeros pontos que merecem uma paragem, nomeadamente os milhares de templos e pagodes, que revestem uma paisagem que integra montanhas, planícies, praias e zonas áridas.

A diversidade étnica é uma das caraterísticas da ?Terra do Ouro?, embora quase todos os cerca de 55 milhões de habitantes sejam budistas. A religião é uma marca identitária de Myanmar, que tem como capital Naypyidaw, a terceira cidade mais populosa e uma das que revela maior crescimento. O Pagode Uppatasanti, o Jardim da Fonte de Água e o Mercado de Myoma são locais a não perder na capital. 

Antiga capital, a cidade mais populosa do país é Yangon, conhecida como ?Cidade sem Inimigos?, um aglomerado de 4,5 milhões de habitantes onde se misturam de forma quase mágica diversas etnias, sons, cheiros e vários locais a visitar. Os edifícios coloniais, os templos de ShweDagon, de Sule, de Botataung e o de Kaba Aye, o Mercado Bogyoke, o Lago Kandawgyi ou o Monumento da Independência são disso exemplo.

Rica em templos é também a cidade de Mandalay, um centro comercial, educacional e económico. São mais de 700 os templos budistas que se podem aqui encontrar e visitar. O Monastério de Atumashu, o Pagode da Relíquia do Dente de Buda, a Ponte Sagaing, o Palácio de Mandalay e o Pagode de Kuthodaw são as maiores riquezas da segunda cidade mais populosa do país.

O maior dos tesouros de Myanmar está, contudo, na cidade de Bagan, que pode ser visitada de balão. E por um motivo muito especial: 41 kms2, com 2217 templos e pagodes. O Budismo tem aqui uma expressão exuberante. Sulamani bagan, Ananda, Thatbyinnyu, Gawdawpalin e Dhammmayangyi são apenas exemplos do que se pode ver nesta cidade, que o país já tentou inscrever na lista do Património Mundial da UNESCO. Contudo, e na sequência dos muitos sismos que abalam a região, a reconstrução dos templos não se tem feito com total respeito pelas fachadas originais e, deste modo, dificilmente a candidatura será aprovada. A UNESCO tem apenas inscrito um local como Património Mundial em Myanmar: as cidades de Pyu (Halin, Beikthano e Sri Ksetra), onde abundam templos antigos, monumentos funerários e um património arqueológico incalculável.

Uma passagem por Myanmar exige uma visita ao Lago Inte, no estado de Shan, no Leste do país, que fecha o circuito entre Bagan e Mandalay. Com mais de 200 cidades e vilarejos nas margens, navegar neste rio é conhecer as profundezas da cultura deste país. Canais, jardins e casas flutuantes fazem as delícias dos milhares de turistas que visitam este lago, caraterizado por um ecossistema muito rico e, em simultâneo, pela existência de um importante património arquitetónico, que tem como trunfo o Pagode de Phaung Daw U, um dos três mais importantes do país.

Kalaw, Kyaiktiyo (com a sua Pedra Dourada, um penedo com uma paisagem deslumbrante) e a cidade costeira de Ngapali são outras paragens interessantes de um país onde a influência chinesa é bem notória, nomeadamente na gastronomia e nas tradições. O colorido das roupas dos monges, o cheio do incenso, o dourado dos templos e pagodes e a variedade de aromas fazem deste um destino diferente, pitoresco e, acima de tudo, exótico.


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Área: 676.578 km²

População: 55.400.000

Capital: Naypyidaw (924.608)

Per capita (US$): 1.197

Língua: Birmanês

Religião: Budismo