Maldivas

Marco Polo chamou às Maldivas (1965) a ?Flor das Índias?, mas há também quem apelide o país insular de ?ilhas em grinalda?. No meio do Índico, mais de 1190 ilhas fazem as delícias dos apreciadores da tranquilidade, das areias brancas e das águas cristalinas. Com 203 ilhas habitadas, o país é uma mistura de etnias e ainda são detetáveis as marcas da passagem dos europeus pelas ilhas. Portugal, por exemplo, teve nas Maldivas um ponto de paragem importante, a caminho de Goa.
Foi à Índia e ao Sri Lanka que as Maldivas foram buscar algumas das características que hoje marcam aquele que é o país menos populoso da Ásia e também o menos povoado entre os territórios muçulmanos. As Maldivas, divididas em 26 atóis, têm ainda o recorde de serem o país com a mais baixa altitude do mundo. A capital, Malé, localizada no Atol de Kaatu, está apenas a 90 metros acima de água do mar. É o único local de Maldivas com aspeto citadino, com restaurantes e alguns locais para lazer, embora o dia termine cedo. A vida noturna não é muito dinâmica, embora os hotéis e resorts tenham uma grande oferta a esse nível.
Além da faixa costeira, Malé é um bom local para conhecer a cultura das gentes que habitam as ilhas. A bela mesquita, com uma abóbada dourada, os Jardins do Sultão, o Palácio, o Centro Islâmico, o Passeio Marítimo ou o Museu, onde se podem observar diversos artefactos budistas e islâmicos, são alguns locais a não perder na capital destas ilhas perdidas na imensidão do Índico. De Malé é possível partir nos chamados ?safari-dhoni?, passeios pelas ilhas mais próximas em pequenos barcos pesqueiros. Uma das ilhas que merece paragem é Enbudhu, um local como que perdido no tempo, com pequenas praias paradisíacas, um lago azul-turquesa e bungalows em forma de palácio.
Além dos barcos pesqueiros, o périplo pelas ilhas pode ser feito de helicóptero ou hidroavião. As belas ilhas de coral têm todas os seus encantos e 85 são chamadas de ?ilhas resort?, sendo apenas ocupadas por unidades hoteleiras de luxo, onde predominam os bungalows sobre a água e onde há inúmeras atividades para apreciar, desde o mergulho (tenha-se em conta que as Maldivas têm um ecossistema marítimo absolutamente incrível, com mais de 2000 espécies de peixes e barreiras de coral que tornam o mar que circunda as ilhas verdadeiros arco-íris), a pesca desportiva ou a chamada ?pesca noturna?, feita ao pôr-do-sol. A não perder numa viagem às Maldivas é um jantar ou um almoço debaixo de água, um luxo apenas ao alcance de alguns mas que vale certamente a pena.
O Atol de Addu é o menos explorado pelo turismo mas congrega ilhas fantásticas, com uma vegetação exuberante e uma paisagem praticamente virgem, como Gan, Fedu, Maradu, Hitadu e Fua Mulaku. Já no Atol Ari, encontra-se a ilha de Kuudafolhudu, onde se podem admirar as construções tipicamente das Maldivas, feitas com corais e palmeiras. Gangehi, com uma bela lagoa interior, é mais uma ilha de rara beleza, assim como Shiffusgi ou Madoogali, cuja barreira de coral está muito perto da costa (algo que também acontece em Ihuru) e que conta ainda com uma vegetação imponente. Já fora desta atol, Kudahiti é a ilha mais cara, Riviveli considerada uma das mais acolhedora, Bandos a que dispõe de melhores hotéis e Cocoa, aquela onde se podem apreciar as casas construídas com material das ilhas, nomeadamente as palmeiras.
O mar é a vida das Maldivas, é dele que resultam as duas principais atividades económicas do país, a pesca e o turismo. O atum é o ingrediente de excelências nas mesas das Maldivas, um país que ainda vive com apertadas regras no que toca à religião. Com um povo hospitaleiro, o país está na rota de preferências dos turistas que privilegiam as praias calmas, onde a cor da água e do céu se confundem e onde se pode relaxar e desfrutar da beleza que o mundo subaquático esconde.

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Área: 298 km²

População: 385.925

Capital: Malé (103.693)

Per capita (US$): 4.604

Língua: Divehi

Religião: Islamismo