Jordânia

Procurando fugir à imagem de albergue de terroristas tipicamente associada aos países vizinhos, a Jordânia (1946) enfrenta hoje algumas incertezas políticas mas continua a desenvolver-se e a apresentar um crescimento significativo, atendendo à sua localização. País desértico ou semidesértico, a Jordânia concentra a maior parte da sua população nas zonas menos áridas, junto ao Lago Tíberíades, ao Mar Morto ou ao Rio Jordão. Com uma histórica rica, o país é uma das pérolas do Médio Oriente e tem em Petra o seu maior chamariz. 
A ?Cidade das Rochas?, que esteve escondida durante séculos, é hoje o local mais visitado do país e cenário de inúmeros filmes. Trata-se de uma verdadeira cidade, esculpida na rocha e descoberta aos poucos. Todos os povos que passaram pelo local classificaram-no como sagrado. Nabateus, romanos, bizantinos e outros nunca ficaram imunes à beleza rara do Tesouro de Petra, o edifício mais conhecido e que atrai os olhares dos milhões de turistas que por lá passam todos os anos. Em tons cor de tijolo, este local foi considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo. 
Outra maravilha que a Jordânia protege é o Quseir Amra, o mais conhecido dos castelos do deserto. Construído no século VIII, é um exemplo da arquitetura e da arte islâmica, apresentando numerosos frescos, com imagens que vão desde os atos de caça a mulheres nuas. Neste momento, o local sofre obras de recuperação, nomeadamente ao nível do poço e sistema de abastecimento de água. Se este é o mais famoso, são muitos outros os castelos que podemos encontrar na área desértica da Jordânia. Qasr Kharanah, Qasr El-Hallabar ou Qasr-Musahatta são alguns exemplos dos tesouros que o deserto esconde.
Com marcas da passagem dos romanos, bizantinos e muçulmanos encontra-se o local, também classificado pela UNECO, de Umm Er-Rasas, onde ainda há muito para escavar mas que já tem para oferecer aos turistas os vestígios de igrejas e um campo militar. O forte de Karak e as suas muralhas também são um local a visitar, assim como as ruínas da cidade de Jerash, os mosaicos da era bizantina de Madaba ou a cidade portuária de Ácaba, onde o turismo ecológico está em progressão. As praias de Aqaba, no Mar Vermelho, ou as águas salgadas do Mar Morto também são atrativos do país, onde encontramos um contraste entre a agitação da cidade e a paz do deserto.
Amã é a capital do país e aglomera mais de 2 milhões de habitantes. Chamada de ?Nova Beirute?, a cidade está em grande crescimento. Com um relevo acidentado, Amã tem para oferecer aos turistas locais atrativos como as ruínas de um enorme teatro, as igrejas Coptas, o Templo de Hercules, a Mesquita de Abu Darweesh ou a Mesquita do rei Abdullah I. A contrastar com as ruas agitadas e os prédios de Amã ou de Irbid (a segunda maior cidade do país) está o deserto Wadi Rum, uma área protegida, classificada como Património da Humanidade.
?Vale da Lua? é o nome dado ao vale na rocha de granito neste deserto, onde se encontram templos, pinturas rupestres e que é a ?casa? de várias tribos beduínas. Usado como cenário em várias obras cinematográficas, Wadi Rum é o local ideal para o turismo de aventura. Caminhar, escalar, passear de camelo ou montar um cavalo são atividades possíveis neste local, de onde é possível avistar (nos seus picos) o Mar Vermelho. Uma das atrações do local é também uma formação rochosa, chamada de ?Os 7 Pilares da Sabedoria?, em memória de TE Lawrence, um oficial britânico que atuou na área e que escreveu um livro com o mesmo nome. Não é de estranhar que a zona de Wadi Rum seja também aproveitada para fazer piqueniques, acampar sob as estrelas ou fazer belas sessões fotográficas. É, de facto, um paraíso natural onde a aridez é sinónimo de beleza e encantamento.

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Área: 89.342 km²

População: 5.924.000

Capital: Amã (1.275.857)

Per capita (US$): 4.900

Língua: Árabe

Religião: Islamismo